Defesa Civil monitora formação de sistema no Sul do país; fenômeno pode evoluir para um ciclone-bomba entre quinta e sexta-feira.
A passagem de um ciclone extratropical pelo Sul do Brasil deve provocar mudanças nas condições do tempo em Santa Catarina entre esta quinta-feira (6) e sexta-feira (7). Segundo a Defesa Civil estadual, o sistema pode se intensificar rapidamente sobre o oceano e atingir as características de um ciclone-bomba, aumentando o potencial para ventos fortes, temporais e mar agitado.
Os ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão formados, normalmente, a partir do encontro entre massas de ar quente e frio sobre o oceano. Eles são responsáveis pelo avanço de frentes frias e costumam provocar chuva, rajadas de vento e alterações nas condições do mar.
O termo "ciclone-bomba" é utilizado quando ocorre uma queda acentuada da pressão atmosférica em um curto período de tempo, intensificando rapidamente o sistema. Quando esse processo acontece, a frente fria associada avança com maior velocidade, elevando o risco de temporais, ventos intensos e, em alguns casos, queda de granizo.
De acordo com a Defesa Civil, a intensidade dos impactos em Santa Catarina dependerá do ponto onde ocorrer essa rápida intensificação. Caso o fenômeno se fortaleça próximo ao litoral, aumentam as chances de ressaca, ventos mais fortes e temporais severos. Se a intensificação ocorrer em alto-mar, os reflexos sobre o estado tendem a ser menos expressivos.
A previsão indica que a quinta-feira será marcada por instabilidade em diversas regiões catarinenses, com ocorrência de chuva e temporais isolados. Entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira, a chegada da frente fria deve intensificar as condições de tempo severo, principalmente no Extremo-Oeste e Oeste, onde as rajadas de vento podem ultrapassar os 70 km/h.
Na sexta-feira, o sistema avança em direção às demais regiões do estado e, na sequência, se afasta para o oceano, favorecendo o retorno gradual do tempo firme. A Defesa Civil informou que segue acompanhando a evolução do ciclone para confirmar se ele atingirá os critérios técnicos necessários para ser oficialmente classificado como ciclone-bomba.
Por Redação RSC

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