Nascido em Imbituba, Jorginho fica fora do limite de estrangeiros que será reduzido no Brasileirão


Volante do Flamengo possui cidadania italiana e defendeu a seleção europeia, mas é registrado como brasileiro; nova regra da CBF começa a valer em 2027

A mudança no limite de jogadores estrangeiros do Campeonato Brasileiro traz uma particularidade envolvendo um nome conhecido dos catarinenses. Jorginho, nascido em Imbituba e atualmente no Flamengo, não entra na contagem de atletas estrangeiros, mesmo tendo construído a carreira internacionalmente e defendido a seleção da Itália.

O meio-campista nasceu em Imbituba, no Sul de Santa Catarina, e possui cidadania italiana. Por ter nacionalidade brasileira, sua escolha por representar a Itália no futebol não altera sua condição para esse tipo de registro nas competições nacionais.

A situação ganha destaque após uma mudança aprovada pela CBF e pelos clubes das Séries A e B. Atualmente, cada equipe pode relacionar até nove estrangeiros por partida. Em 2027, serão oito. A redução continuará nos anos seguintes: sete em 2028, seis em 2029 e, finalmente, cinco em 2030.

O catarinense não é o único jogador que fica fora dessa conta. O levantamento publicado pelo ge identifica atualmente oito casos enquadrados em situações como dupla nacionalidade, nascimento no Brasil ou vínculos familiares brasileiros.

Além de Jorginho, aparecem nomes como Rafael Tolói, Maurício, Coronel, Matheus Reis e João Costa, todos nascidos no Brasil e com outra nacionalidade. Há ainda Guillermo Kannemann, argentino que concluiu sua naturalização brasileira em 2026, e Niclas Eliasson, nascido na Suécia e filho de mãe brasileira.

No caso de Jorginho, a trajetória internacional pode até causar confusão. O volante deixou o Brasil ainda jovem, desenvolveu praticamente toda a carreira profissional na Europa e conquistou a Eurocopa de 2021 vestindo a camisa italiana. Para efeito do limite do Brasileirão, porém, o imbitubense não ocupa uma das vagas destinadas aos estrangeiros.

A redução aprovada será gradual para diminuir o impacto sobre clubes que já possuem contratos com vários atletas de outros países. Segundo a CBF, a medida também pretende ampliar oportunidades para jogadores mais jovens no futebol brasileiro. A entidade aponta que a presença de estrangeiros cresceu enquanto atletas formados nas categorias de base perderam participação.

Outra alteração acompanha a nova regra. Os clubes continuarão podendo registrar até 50 jogadores, mas, em 2027, a divisão será de 30 vagas para atletas acima de 23 anos e 20 para jogadores Sub-23. A proporção mudará gradualmente até chegar a 25 vagas para cada grupo em 2030.

Por Redação RSC


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