Retorno da F1 à Malásia terá calor intenso, ameaça de chuva e poucas referências para equipes



Sepang recebe novamente a categoria após nove anos e promete um fim de semana de adaptação, desgaste físico e incertezas com pneus e acertos dos carros

A Fórmula 1 está de volta à Malásia depois de nove anos, e o reencontro com o Circuito Internacional de Sepang promete exigir bastante de pilotos e equipes. A pista recebe excepcionalmente o GP do Bahrein na Malásia, após o cancelamento da etapa que seria disputada em Sakhir.

Com 5,543 km e 15 curvas, Sepang combina longas retas com setores de média e alta velocidade. Além das características do circuito, calor, umidade elevada e possibilidade de chuva aumentam a dificuldade para o fim de semana.

A última corrida da F1 em Sepang aconteceu em 2017. Dos 22 pilotos presentes na temporada de 2026, apenas dez participaram daquela edição, o que significa que mais da metade do grid enfrentará o circuito pela primeira vez em um fim de semana da categoria.

Entre os estreantes está Gabriel Bortoleto. O brasileiro da Audi terá os treinos livres como oportunidade para conhecer o traçado e trabalhar no acerto do carro antes da classificação e da corrida.

Mesmo para os pilotos mais experientes, as referências de nove anos atrás terão aplicação limitada. Os carros atuais são diferentes dos utilizados em 2017, e partes do circuito entre as curvas 6 e 12 receberam novo asfalto.

O desgaste dos pneus aparece entre as principais preocupações. Sepang tradicionalmente exige bastante dos compostos, enquanto as equipes ainda precisam descobrir como os pneus atuais responderão às condições da pista. O desafio também será físico. A previsão indica temperaturas próximas dos 32°C, com sensação térmica que pode chegar a cerca de 36°C devido à elevada umidade.

Diante das condições previstas, medidas de refrigeração dos pilotos ganham importância durante as atividades. O gerenciamento de energia dos carros também deverá ser um dos pontos estratégicos por causa da combinação entre curvas rápidas e grandes retas.

Além do calor, existe possibilidade de chuva durante os três dias de atividades. A previsão divulgada pela F1 apontava risco de 50% na sexta-feira, 40% no sábado e 30% no domingo. Uma corrida com pista molhada também colocaria os novos pneus intermediários e de chuva extrema da Pirelli diante de uma situação inédita em prova nesta temporada, já que as etapas anteriores aconteceram em condições de pista seca.

Com poucas informações recentes sobre o circuito, condições climáticas exigentes e possibilidade de mudanças rápidas no tempo, a passagem por Sepang deverá exigir adaptação desde os primeiros treinos. O GP do Bahrein na Malásia está marcado para as 4h deste domingo (4), pelo horário de Brasília.

Por Redação RSC


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